domingo, 10 de maio de 2020

Lição 5 - Termos para Designar a Igreja





LIÇÃO 5

TERMOS PARA DESIGNAR A IGREJA

Parte 1


Parte 2



INTRODUÇÃO

Por causa dos muitos erros religiosos que surgiram durante os séculos passados e a grande confusão que existe hoje entre as denominações e doutrinas, é difícil aprender os fatos básicos do Novo Testamento. O problema se assemelha a uma neblina ao nosso redor, que nos torna cegos as verdades bíblicas. Para ilustrar: frequentemente ouvimos a pergunta:

- A que igreja (denominação) você pertence?

Não justificaria tal pergunta nos tempos dos apóstolos. Havia muitas congregações nos dias de Paulo, mas todas seguiam a mesma doutrina. Havia apenas uma igreja, assim como apenas um reino, o de Jesus.

Ninguém perguntaria hoje – a qual dos reinos de Jesus você pertence? Pois todo o mundo sabe que Jesus tem apenas um reino. Porém, a igreja e o reino de Jesus são idênticos; a mesma instituição!

E mais, nos tempos apostólicos ninguém teria perguntado: 

- Qual o nome do reino de Cristo? Ou, qual o nome da igreja que ele estabeleceu?

Por que? 

Porque havia só uma entidade em questão. Na maior parte dos casos, a igreja era chamada por nomes simples e diretos. A expressão “igreja” designava um corpo de pessoas chamadas do mundo, através do Evangelho de Cristo; um povo sobre o qual Ele reinava e no qual habitava o Espírito Santo.

Assista a esse vídeo e reflita!





NOMES DA IGREJA BÍBLICA

Quais são algumas outras expressões bíblicas usadas em relação à igreja?

1. REINO - Este mesmo corpo de pessoas era frequentemente chamado “o reino” (I Coríntios 15:24, Hebreus 12;28). As vezes, é mencionado como o reino de Deus; outras como de Cristo (Marcos 9:1, João 3:3, Atos 8:12, Atos 19:8, Colossenses 1:13, etc). 

Para deixar ainda no futuro o reino de Jesus, há muitos que o separam da igreja, explicando que Jesus queria estabelecer o Seu reino permanente aqui na terra, mas Ele teria sido rejeitado, e por isso, teria mudado o Seu plano, instituindo, em vez do reino, uma entidade temporária, a igreja. Tal argumento não tem base bíblica, porque o Apóstolo Paulo afirmou (usando o tempo passado).

“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Colossenses 1:13-14).

É óbvio, portanto, que o reino já existia nos dias de Paulo, pouco tempo depois de Cristo. E, é óbvio também, que o reino é constituído de pessoas salvas. Porém, em I Coríntios 1:2, lemos que a igreja é constituída dos santificados (ou salvos), o que significa ser o mesmo grupo de pessoas como aquele no tão-esperado reino. O mesmo grupo... a mesma entidade... Assim, não devem ser a igreja e o reino a mesma coisa?

2. ELA É A IGREJA DE JESUS CRISTO, ou simplesmente, de Cristo. Jesus disse: “Nesta pedra edificarei a minha igreja” (Mateus 16:18). O Apóstolo Paulo, falando das congregações na região onde estava então, escreveu: “As igrejas de Cristo vos saúdam” (Romanos 16:16). 

A preposição “de”, como usada aqui, indica “propriedade” ou “domínio”, ou seja, Jesus é o proprietário da igreja, pois comprou-a com Seu próprio sangue (Atos 20:28). Por isso, quando falamos da “igreja de Jesus”, ou da “igreja de Cristo”, não nos referimos a uma organização humana, mas ao contrário, àquele corpo espiritual, do qual Jesus é fundador e proprietário.

A Bíblia se refere também à igreja como a noiva ou esposa de Cristo (Efésios 5:23-32). Quando falamos da Sua esposa, referimo-nos à igreja que pertence a Jesus, exaltando-a por ser Sua noiva e homenageando a Cristo, o seu marido simbólico. Se referíssemos à igreja, usando nomes dados pelos homens, humilharíamos a noiva espiritual do Senhor, menosprezando o marido. 

E os nomes das igrejas de hoje? 

Donde vieram e a quem prestam homenagem? 

Entre os nomes mais conhecidos destacam-se os seguintes:

Presbiteriana – nome tirado de um sistema de organização.
Metodista – método de estudo bíblico.
Batista – forma de batismo por sepultamento em água.
Luterana – nome de um homem, Martinho Lutero, contra o seu expresso desejo.
Episcopal – uma forma governamental.
Católica Romana – sistema de hierarquia universal, que se iniciou na cidade de Roma.
Adventista – doutrina sobre a natureza da volta de Jesus.
Espírita, Umbanda, Candomblé, etc – vários níveis e sistemas de louvor aos espíritos.

Entenda... 

A igreja é uma Assembleia, mas ela nunca foi chamada em todas as suas congregações de Assembleia de Deus, 

A igreja batiza por imersão, mas nunca foi chamada de igreja batista, 

A igreja tem presbíteros, mas nunca foi chamada de igreja presbiteriana,

A Igreja é universal, mas nunca foi chamada de igreja universal 

Você já viu, através destes exemplos, o erro básico destes nomes de identificação? Nenhum deles está relacionado com o nome de Jesus, o verdadeiro fundador da igreja do Novo Testamento!

3. É chamada a Igreja de Deus, ou do Senhor (Atos 20:28) significando, nesta passagem, o próprio Jesus Cristo, o Qual derramou o Seu sangue para comprar a igreja – o único Senhor que existe. Um ponto é claramente destacado aqui. A igreja do Novo Testamento é de propriedade de Cristo, nosso Senhor. A igreja é frequentemente chamada de a igreja de Deus (1 Coríntios 1:2, 2 Coríntios 1:1,I Timóteo 3:5, pois tudo neste mundo pertence a Deus, e por isso, tudo que pertence a Deus pertence também a Cristo. (João 17:10). Portanto, quando falamos do Reino de Deus ou, de Cristo; a igreja de Deus ou, de Cristo, estamos falando da mesma instituição divina.

4. Uma vez na Bíblia ela é chamada a igreja dos primogênitos (Hebreus 12:23). Esta é apenas uma outra maneira de descrever a igreja de Jesus, conforme o ensinamento em Romanos 8:29 e Colossenses 1:18.

5. Reino dos Céus (Mateus 16:19).

6. Templo de Deus (1 Coríntios 3:16-17), sendo todos os membros pedras vivas na eterna casa de Deus (1 Pedro 2:4-6).

7. O Corpo de Cristo (1 Coríntios 12:27, Efésios 5:23, Colossenses 1:18).

8. O Caminho (Atos 9:2, Atos 24:22), talvez tirado das palavras de Cristo em João 14:6.

9. A Família de Deus (Efésios 3:15), sendo Deus o nosso Pai celestial.

10 O Rebanho de Cristo (Atos 20:26), sendo Jesus o nosso Pastor divino.

11. Raça eleita, nação santa, sacerdócio real, povo de Deus (1 Pedro 2:9).
Estes nomes, e outros mais no Novo Testamento, não foram nomes de seitas religiosas da igreja, mas sim, expressões descritivas, usadas para designar o povo eleito de Deus, em contrastes com o povo do mundo. E mais, através destas expressões, Deus ilustrou para as nossas mentes mundanas a natureza daquela instituição divina que Jesus estabeleceu aqui na terra.

SIGNIFICADO DA PALAVRA IGREJA

O termo “igreja” se encontra 110 vezes no Novo Testamento, 92 delas refere-se a congregações nas várias cidades, as quais faziam parte do corpo real de Jesus, e não denominações distintas.

As outras 18 vezes se referem ao corpo inteiro de Cristo, a Sua única igreja.

Dois exemplos deste fato são: “...e nesta pedra edificarei a minha igreja”. “Ele é a cabeça do corpo, da igreja”.

Quando pensamos na igreja neste sentido, vemos que não há lugar algum no esquema bíblico para denominações.

Jesus estabeleceu UMA, E APENAS UMA, instituição. Ela é representada como uma igreja, um reino, uma família, um corpo, etc. Não há coisa alguma neste mundo comparável à igreja que Jesus edificou.

Nenhuma outra instituição civil, social ou religiosa, pode substituir esta entidade divina – este corpo espiritual – que o próprio Jesus fundou.

OS NOMES DOS MEMBROS

Agora, quais são as expressões bíblicas para descrever os membros desta nobre instituição, a igreja do nosso Senhor Jesus Cristo?

1. Na igreja como em um corpo, somos chamados “membros” (Romanos 12:4-5, 1 Coríntios 12:12-31), cada qual essencial a sua função.

2. Na igreja como em um reino, somos “cidadãos” (Efésios 2:19, Filipenses 2:27). As palavras “cidadão” ou “cidadania” significam igualdade de direitos e privilégios no reino de Jesus.

3. Na igreja como em um corpo de estudantes da Palavra de Deus, somos “discípulos” (João 8:31, 13:35, 15:8, Mateus 28:18). Um discípulo é também um seguidor de Cristo.

4. Na igreja como em uma família espiritual, somos “filhos de Deus” (Mateus 6:9, Romanos 8:14-17, Gálatas 3:26-27, 4:6). A expressão “filho” representa a relação mais íntima entre Deus e os homens e indica a mudança que acontece em nossas vidas através do Novo Nascimento da água e do Espírito (João 3:3-5). Se somos filhos de Deus nesta família espiritual, somos também “irmãos” em nossa relação uns para com os outros (1 Timóteo 4:6, 1 Pedro 1:22, 1 João 3:14). Esta é, novamente, uma relação íntima, acima de todas as relações sociais, carnais e civis.

5. Em nossa relação pessoal com Cristo, somos “cristãos”, que significa “de Cristo”. Não podemos usar a palavra “cristão”, sem mencionar, ao mesmo tempo, a Cristo (Veja Atos 11:26, 26:28, 1 Pedro 4:15-16, Tiago 2:7).

6. Na igreja como em uma entidade purificada, somos “santos”. Nos tempos apostólicos a expressão “santo” foi usada para indicar todos os irmãos vivos e nunca, jamais para indicar alguém especial, mais puro do que os outros cristãos (1 Coríntios 1:1-2 e as saudações as igrejas em Éfeso, Filipos, Colossos e Tessalônica).

A Palavra “santo”significa “santificado”, separado para o serviço de Deus e purificado, mas nunca uma pessoa já morta com poderes milagrosos. 

Em toda parte do mundo houve pessoas, obviamente piedosas durante suas vidas, que hoje são elevadas muito acima das multidões dos fiéis e chamadas oficialmente “santos”. E, se uma cidade tem um religioso destacado do passado, todo o mundo gasta os seus bens e esforços para “canonizar” a memória daquela pessoa. Lendas surgem sobre sua vida, além de milagres a ela atribuídos durante sua vida e até mesmo depois da sua morte. Mas, nada disso se encontra na Bíblia. 

Somos advertidos na Palavra contra a prática de orar a imagens e aos mortos, ou de considerar qualquer pessoa, viva ou morta, ou qualquer imagem, uma mediadora entre nós e Deus. No sentido divino, todo seguidor verdadeiro de Deus é um santo, dedicado inteiramente a Deus até a morte!

7. Na igreja como uma entidade religiosa, somos sacerdotes, sendo Jesus nosso único Sumo-sacerdote para sempre (Apocalipse 1:6). Não há necessidade de outros sacerdotes intermediando entre Deus e os homens, como fazem os padres e bispos, pois todo cristão é um sacerdote e assim, responsável diretamente a Deus, através de Jesus.

CONCLUSÃO

A igreja e os seus membros são designados conforme o plano bíblico, para prestar homenagem a Deus e a Jesus. Eles não usam os nomes de homens, instituições humanas ou sistemas teológicos para a igreja, nem para os seus membros. 

Até mesmo a palavra “crente” ou "evangélico" ou "protestante" não cultua especificamente a Deus e a Jesus, mas a palavra “cristão” assim o faz. Pense bem nisso... 

Está você seguindo nomes e organizações meramente humanas, ou está seguindo a Cristo dentro da Sua única igreja?

É verdade que muitos vão dizer...

Essa questão de nome é bobagem!

Para tanto preparamos um artigo sobre esse assunto. Veja abaixo.


QUE MAL HÁ EM UM NOME?

A ideia de que não há mal nenhum em um nome é uma doutrina popular predominante mas não é razoável nem bíblica.
Muitos dizem – ah, isso não tem importância, pois no céu todos seremos iguais e no céu não haverá divisões!
Entretanto, o que é dito para o céu, foi dito pelo Senhor e seus apóstolos para fazermos aqui na terra. Quando o próprio apóstolo Paulo diz em I Coríntios 1:10 para não haver entre nos divisões.
Além de que Filipenses é claro ao dizer que o Nome de Jesus é único, digno de honra e mais que suficiente e não precisamos de outro nome.

Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”. Filipenses 2:9-11

E antes... Ele declarou que não fizéssemos nada por questão de divisão ou partidos.

“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”. Filipenses 2:3

Como se não bastasse, ainda conclui que não herdarão o reino de Deus.

Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, 20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, 21 invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
Gálatas 5:19-21

Vejamos alguns pontos importantes dessa questão onde vamos refutar essa ideia e apresentar que sim, há muita coisa envolvida em um nome.

1. Há muito a ver em um nome, tanto que Deus deu um nome ao homem. Ele “chamou pelo nome de Adão no dia em que foram criados” (Gn 5:2). Há alguma coisa em um nome, senão Deus não lho teria dado.

2. Se não há valor no nome, explique então por que Deus mudou o nome de Abrão para “Abraão” e o de Sarai para “Sara” (Gn 17:5,15). Um nome diz tanto, a ponto de Deus havê-los mudado.

3. Novamente, há muita importância em um nome, tanta, que Deus mudou o nome de Jacó para “Israel” (Gn 32:27-28). Dizer que um nome não tem importância é desacreditar, por em dúvida a sabedoria de Deus e acusá-lo de praticar atos insensatos e sem valor.

4. Paulo condenou os nomes humanos que estavam dividindo a igreja. Ele pergunta: “Acaso está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós, ou fostes porventura batizados em nome de Pauo?” (1 Cor 1:13). Então por que usar o nome de Paulo ou qualquer outro nome ou denominação humana?

Paulo disse: “Dou graças a Deus porque a nenhum de vós batizei, exceto Crispo e Gaio”, - não que ele estivesse subestimando a importância do batismo – mas “para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome” (1 Cor 1:14-15)
Se não há nada de mais, nenhum mal em um nome, então por que Paulo condenou os nomes humanos?

5. Um nome é tão importante que os homens chamam os seus cães de “Satã” e “Fiel”; seus jumentos de “Rebelde” e “Lúcifer”; seus filhos de “João”, “Tiago”, “José”. Se o nome não tem valor, por que não inverter a ordem e chamar os nossos filhos de “Lúcifer” ou “Rebelde”? Hoje ninguém quer colocar o nome de “Judas” em seu filho ou de “Jezabel” em sua filha. Já reparou?

6. Se você ainda duvida que os nomes tenham valor, experimente chamar um bom brasileiro de Hitler, Mussolini ou Fidel Castro; ou ainda se preferir, chamar um homem honesto de “mentiroso” ou um bom cidadão de “ladrão” e, creia-me, não demorará muito para você descobrir que há algum valor em um nome!

Concluímos assim que essa questão do NOME da igreja é importante.

A igreja pertence a Jesus, e simplesmente não podemos nomear aquilo que não nos pertence. 
Não concorda?



Muito bem!

Agora responda o Exercício!






Baixe essa lição em PDF clicando abaixo!!





Nenhum comentário:

Postar um comentário